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Oncologia

Plano Estadual de Oncologia

Diante do Conselho das Secretarias Municipais de Saúde de Alagoas (Consems/AL), Ubiratan Pedrosa, e de gestores municipais, a titular da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) apresentou os detalhes do Plano Estadual de Oncologia. Por meio dele será assegurada assistência integral aos cerca de 1.350 alagoanos que anualmente são acometidos por uma das formas do câncer.

De acordo com a secretária de Saúde do Estado, Rosângela Wyszomirska, o projeto foi elaborado em consonância com a Portaria 140 do Ministério da Saúde, de 27 de fevereiro de 2014, quere definiu os critérios e parâmetros para organização, planejamento, monitoramento, controle e avaliação dos estabelecimentos de saúde habilitados na atenção especializada em oncologia. Segundo Wyszomirska, ele especifica o número de procedimentos a serem realizados mensalmente pelas Unidades de Alta Complexidade em Oncologia (Unacons) e os Centros de Alta Complexidade em Oncologia (Cacons).

“Como Alagoas é o único Estado brasileiro que não possui um Plano Estadual de Oncologia, a assistência tem sido deficiente, comprometendo o tratamento dos usuários do SUS. Estamos trabalhando para mudar esta realidade, uma vez que, até o diagnóstico, deixa a desejar. Por meio deste projeto, pretendemos assegurar uma assistência humanizada, eficiente e qualificada”, destacou a titular da pasta da saúde estadual.

Rozangela Wyszomirska informou que, por estar baseado na Portaria 140 do Ministério da Saúde, o Plano Estadual de Oncologia prevê que os estabelecimentos de saúde realizem, mensalmente, 500 consultas especializadas, 640 exames de ultrassom, 160 endoscopias, 240 colonoscopias e retossigmoidoscopias, além de 200 exames de anatomia patológica. “Por meio da instituição do plano iremos cobrar o cumprimento destas metas”, salientou, ao evidenciar que o projeto já tem o aval do Ministério da Saúde.

O que diz o plano – O Plano Estadual de Oncologia tem como intuito assegurar que os cinco hospitais alagoanos habilitados como Cacons ou Unacons – Santa Casa de Maceió e os Hospital Universitário, do Açúcar, Afra Barbosa e Chama – garantam o atendimento integral aos portadores de câncer. Ele também prevê ações voltadas para a prevenção e diagnóstico, contemplando, inclusive, a realização de procedimentos cirúrgicos, radiológicos, quimioterápicos e de cuidados paliativos, no quesito tratamento. 

Segundo está especificado no projeto apresentado segunda-feira (20/7), também estão previstos a implantação de Serviços de Diagnóstico e Rastreamento da Mama e Serviços de Diagnóstico e Rastreamento do Colo do Útero, que deverão funcionar em São Miguel dos Campos, Palmeira dos Índios, Santana do Ipanema, Arapiraca e Maceió.

De acordo com o presidente do Cosems/AL, Ubiratan Pedrosa, o projeto representa um marco importante para a saúde pública alagoana. “Por isso deve ser apoiado para ser efetivado, necessitando que toda a sociedade civil organizada possa opinar quanto a sua concepção”, Para isso, segundo informou a secretária de Estado da Saúde, “será realizada uma consulta pública sobre o Plano Estadual de Oncologia, onde a população e especialistas poderão realizar uma leitura crítica e apresentar sugestões”, assegurou Wyszomirska. 



 
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